PALÁCIO DO CORREIO-MOR

Visita Guiada em 17 de Setembro de 2016 às 15h30

O CCD vem por este meio convidar os seus associados para, com desconto especial no ingresso, se juntarem à 4ª edição de uma visita guiada ao Palácio do Correio-Mor, em Loures, organizado pela Peddy+ em parceria com a Lisbon Roots.

   -  A visita decorrerá no próximo dia 17 de Setembro de 2016, terá início às 15h30 e terá a duração de aproximadamente duas horas.

   -  As inscrições decorrem de 9 a 15 de Setembro, no escritório do CCD.

   -  Valor dos ingressos:

          - Público em geral  - 15€

       - Associados CCD - 13€ (desconto de 15% incluído!) até ao dia 9 de Setembro

         Gratuito para as crianças até aos 12 anos.

            

O PALÁCIO DO CORREIO-MOR

Situado no termo rural da freguesia de Loures (no concelho do mesmo nome) é uma das mais notáveis quintas dos arredores de Lisboa pela sua opulenta decoração em estuques, azulejos e pinturas.

A autoria do palácio é, provavelmente, do italiano António Canevari (um dos arquitectos do Convento de Mafra), que concebeu uma fachada em U, cercada por um muro alto com porta brasonada que dá acesso ao pátio. No interior encontramos uma sucessão de magníficas salas onde se destacam os azulejos e os tectos em estuque com pinturas de José da Costa Negreiros, enquanto a escadaria de acesso ao andar nobre apresenta uma bela fonte setecentista. Nos jardins salientam-se as cascatas e os azulejos com cenas mitológicas.

O palácio remonta ao tempo de D. João IV (1640-1656) e sofreu diversas modificações.

Segundo a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, denominava-se outrora Mata das Flores e foi solar dos Matas, ditos Matas do Correio-Mor, depois de D. Filipe II de Portugal ter conferido o ofício de Correio-Mor do reino a Luís Gomes da Mata em 1606. Descendente de cristãos-novos, chamava-se originalmente Luís Gomes de Elvas Coronel, mas o mesmo monarca concedeu-lhe, em 1600, o uso do sobrenome da Mata, com direito a carta de brasão, e tomando por solar esta propriedade. Ao último correio-mor foi concedido o título de Conde de Penafiel, sendo o segundo Conde jure uxoris, elevado a Marquês.

A estes titulares pertenceu a Quinta até 1875, ano em que foi comprada por Quirino Luís António Lousa, que a deixou a sua filha, Filipa Maria Lousa Canha, cujo marido, José Baptista Canha, introduziu no palácio notáveis melhoramentos decorativos, bem como nos seus jardins. Tiveram uma única filha, Maria da Assunção Lousa Canha, que aí passava os verões. Faleceu solteira, em 26 de Dezembro de 1961, sem descendentes directos, tendo deixado testamento público por legados, a ser exercido por dois testamenteiros, seus primos, com um prazo de quatro anos para concretizarem a venda do palácio, com cerca de 20 hectares de terreno, o que se verificou.

Acabou por ser vendido ao Grupo Miguel Quina (Banco Borges & Irmão, família dos Condes da Covilhã) que o renovou completamente, a decoração tendo sido completada pela Condessa da Covilhã, Maria Emília Calheiros. Pelo Decreto n.º 47508, de 24 de janeiro de 1967, do Ministro da Educação Nacional Inocêncio Galvão Teles, o palácio foi classificado como Imóvel de Interesse Público, juntamente com vários outros edifícios do país. Em 1973, foi o palco duma recepção retransmitida pela RTP, onde o Duque de Edimburgo, na altura Presidente da Federação Equestre Internacional, foi recebido por Miguel Gentil Quina; houve um exibição de tauromaquia e arte equestre Portuguesa na qual também participou o jovem João Moura (que tinha na altura 13 anos).

Depois da revolução de 25 de Abril de 1974, a quinta foi confiscada ao Grupo Miguel Quina para passar a ser gerida pelo Estado; durante quase 20 anos, a quinta esteve abandonada. É atualmente propriedade privada.

 

 

 

Origem da informação: Wikipédia e Lifecooler.